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Bazar Daqui

Este é o nosso bazar, a montra do “nosso” Portugal. A ideia é partilhar as nossas experiências nessa busca pelo ideal do “carpe diem” ao invés de ficar em casa a carpir.

Bazar Daqui

Este é o nosso bazar, a montra do “nosso” Portugal. A ideia é partilhar as nossas experiências nessa busca pelo ideal do “carpe diem” ao invés de ficar em casa a carpir.

Segóvia (26 de Março de 2016)

Chegámos a Segóvia por volta da hora de almoço. Mais uma vez, estacionar foi difícil, mas lá se arranjou um lugar.

Fomos à procura do centro histórico, por ruelas desconhecidas, até encontrarmos o Aqueduto, que não dá mesmo para ser ignorado. Para que se perceba da obra monumental que estamos a falar, saibam que o Aqueduto de Segóvia foi mandado construir no tempo do império romano para trazer a água das montanhas para a cidade. No ponto mais alto tem 29 metros de altura, tem mais de 700 metros de comprimento, tem mais de 100 arcos e terão sido, ali, usados milhares de enormes blocos de granito. É dos monumentos romanos melhor preservados nos nossos dias.

Seguimos depois para a Plaza Mayor e, logo ali ao lado, a Catedral de Segóvia, do século XVI. 

A entrada é paga (3€ /pessoa, podendo visitar-se a Catedral, o Claustro e o Museu). Pode, ainda, levar-se uma audioguia e tem-se direito a um panfleto com a informação básica em português, o que é raro haver em Espanha.O estilo é gótico com alguns aspectos renascentistas ( e eu sei isto porque li o panfleto, está-se mesmo a ver).

Para leigos em arte e arquitectura, como nós, o ponto de maior atracção será mesmo a torre do sino, com mais de 80 metros de altura (terá tido 100 metros na versão original) e que pode ser visitada. Porém, além de ter que se pagar mais pela entrada, o acesso está condicionado e limitado a um número muito pequeno de pessoas por dia, atendendo às visitas que a Catedral tem: na quadra da Páscoa, por exemplo, a Catedral costuma ser visitada por cerca de dez mil turistas. Quando lá chegámos já não eram admitidas subidas à torre. Ainda ponderei ir lá no dia seguinte de manhã cedo mas, depois de, já no interior da Catedral, ver os avisos e os cuidados a ter na subida, perdi logo a ideia.

Depois seguimos para o Alcazar que, para quem, como eu, não sabe, é um palácio. A entrada custa 5,50 € e tem panfleto e audioguia em português. Vale muito a pena “alugar” o audioguia, a visita ganha logo outro impacto e aprende-se muitas coisas interessantes. Por exemplo, entre outras coisas, aprendemos o que é o esgrafiado.

A silhueta do Alcazar faz lembrar os castelos do Norte da Europa e apesar de ter sido destruído, em parte, num incêndio, no século XIX, foi restaurado com respeito pelo original. Os telhados são pontiagudos e pretos. À entrada, há um fosso e uma ponte levadiça. Ao fundo, a Serra de Guadarrama com os pontos mais altos cobertos de neve para o quadro ser mesmo completo.

Vale mesmo a pena a visita. O Alcazar tem ainda no seu interior o Museu de Armas, que também pode ser visitado. A torre do Alcazar também é uma atração mas também estava com obras de manutenção pelo que não a pudemos visitar.

Na parte virada a norte do Alcazar pode-se ver o Monasterio de Santa Maria del Parral, a Igreja de Vera Cruz e o Santuario de Nuestra Señora de la Fuencisla. Estes eram os monumentos que queríamos visitar no dia seguinte, mas, por causa da avaria do carro no dia seguinte, logo pela manhã, acabámos por não voltar a Segóvia para concluir a visita.

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Depois de saírmos do Alcazar, percorremos as ruas de Segovia que são, por si só, um ponto de interesse e de visita.Como qualquer cidade espanhola num final de tarde, havia muita gente nas ruas, muita animação. 

Gostei de Segóvia, mas havia uma certa confusão no ar, não sei bem explicar o quê, que me deixavam desconfortável.

Dormimos a uns 10 km de Segóvia, em Torrecaballeros. Sossegada, a pousada cumpriu perfeitamente.

O pior e o melhor da viagem ainda estavam para vir.